A difícil despedida à Ásia do Sul-Este

Aqui estou de volta aos comboios chineses, às suas paisagens deslumbrantes (ainda que enevoadas) de campos de arroz em socalcos, vales silvestres e penedos rochosos, à amena mas incompreensível cavaqueira dos companheiros de viagem e à barulheira por vezes ensurdecedora. Para além da intermitente rádio de fundo e depois das vendas de refeições que passaram com o seu vozeirão esteve agora aqui, por um bocado, um exaltado de fato e camisa « smart casual » a vender escovas de dentes « carbono e bamboo » (a única coisa que consigo perceber da embalagem). E não é que este « Sr. Oliveira da Figueira » me conseguiu impingir 4, juntamente a metade da carruagem? Com isto estou equipado até ao fim da viagem, talvez mais além se cumprirem as promessas sem dúvida miríficas que ele fez. Mais tarde voltou com uma máquina de barbear à prova de água com lanterna incorporada e… luz ultravioleta para verificar a autenticidade de notas do banco. Por essa altura estavamos a atravessar os campos de « Flor do Sichuan » (da qual se produz um óleo picante) e deixei-me distrair pelas fofas almofadas amarelas espalhadas onde desse lá fora, no fundo dos vales, nas vertentes menos abruptas, no cimo das colinas, ao longo dos rios e caminhos, entre as casas ou nas clareiras.
Este é o directo de Nanning a Chengdu (27h), depois do comboio de noite de Hanoi a Nanning no qual regressei ontem à China e do « Comboio da reunificação » que apanhei entre Hue e Hanoi na noite anterior (este com ar condicionado a 18C, com 30 lá fora, o que acho no limite do tolerável, mas sempre com belas paisagens). Com esta sucessão de comboios para conseguir sair do Vietname antes da expiração do meu visto acabei por passar apenas umas horas em Hanoi, tempo para ir de uma para outra estação, tal foi a pena que tive em abandonar Hue e os amigos que lá fiz. De facto desde que primeiro lá cheguei, acolhido pelo Tuan, Couchsurfer que me veio buscar à estação às 5 da manhã dia 20 de Fevereiro para dois dias não pude deixar de lá voltar uma e outra vez, esta outra dia 9 para 10 de Março (infelizmente a sucessão para já acaba aqui).
Esses dois últimos dias são bem representativos do espírito da estadia no Vietname. Chegado de surpresa ao albergue que passei a considerar um pouco como casa, fui acolhido pela Nhai (os nomes deles é que são um quebra-cabeças, continuo a usar pseudónimos), namorada do dono, Hong (infelizmente esse fugiu-me para Hanoi nestes dias), que de imediato me convidou para jantar. Juntou-se o Tchang a nós para uns deliciosos rolos de primavera, massas com gengibre, omelete e sopa de carne, tudo com um arroz branco que por lá me deixa sempre com água na boca. Isto servido nas bases de duas metades de barril de lata, únicas mesas neste café/albergue/loja de muros decorados com desenhos, fotografias emolduradas de viagem e viajantes, autocolantes, bibelots diversos, desde guitarras a matrículas de mota, sob um tecto de vigas e telhas aparentes, tudo banhado na luz branca crua do neon. Em frente à porta está a parte loja onde se alinham em prateleiras e ganchos tendas, mochilas, casacos, capacetes, lenços e outros acessórios. Por trás de um tapume de madeira pintado com um mapa do mundo está a « minha » « cama », um fofo colchão duplo com lençol (singular) em tons de azul onde se empilham almofadas e cobertores. À medida que avançava o serão chegaram mais uns quantos amigos, conhecidos e desconhecidos, convocados por sei lá que canal (desconfio de certas redes sociais mas o hábito e o acaso também devem ter algum papel), que se foram sentando nos banquinhos de madeira espalhados em redor. Saíram as cervejas, o cachimbo de tabaco do Laos (um cano comprido e largo com um compartimento para tabaco em forma de candelabro estreito a meio), umas cartas para truques de magia por parte de um saxofonista prestidigitador, e a irmã dele começou a intrigar para me fazer dizer que sou bonito e atraente e passarmos mais algum tempo juntos no dia seguinte.
Quando tivemos comido e bebido à satisfação de todos, o Tchang (que se absteve de cerveja) levou-me, deixando o grupo para trás sem explicação, para um passeio à beira rio (com vista para uma bonita ponte iluminada) e uma « sopa doce » com coco, feijão, milho, banana e sei lá que mais (bom a pequenas doses) numa esplanada aberta onde as empregadas também me sorriram prazenteiramente com cumprimentos sobre as minhas feições, as duas mais jovens afastando-se aos segredinhos (não me estou a gabar, é assim que as coisas aconteceram com alguma regularidade no país todo). Nisto voltámos ao albergue, onde o grupo tinha mudado um pouco, para umas últimas saúdes antes do deitar. Passei uma noite terrível com um mosquito insistente, mas este, as baratas e os caracóis na casa de banho são um pequeno preço a pagar pelo ambiente (para além do preço da dormida, a rondar os 2 euros).
No dia seguinte o Nim, ao cuidado de quem ficou o albergue na ausência de Hong, levou-me para o pequeno-almoço, uma sandes de carne, e depois… para o pequeno-almoço, salada de massas. Esta de sair de uma mesa depois de ter bem comido e alguém se lembrar de propor « e agora, vamos comer? », também me aconteceu mais de uma vez. À falta ou depois de outro restaurante passa-se um bocado na esplanada de um café. O que aconteceu neste caso, quando o Tchang voltou para me levar para a esplanada do café onde trabalha a tempo parcial para conhecer mais dois amigo(a)s dele, a Bia e o Bei. Estava previsto um almoço com o Tuan, que quase acabou em águas de bacalhau como tantos outros planos e encontros durante a estadia com estes inconstantes vietnamitas, mas por uma vez agarrei-me à ideia e lá consegui o meu último almoço com ele, mais o Tchang e a Bia. « Sticky rice » (tenham paciência mas soa muito melhor que « arroz glutinoso », aceito qualquer proposta de tradução) com carne de porco e com um topping de amendoins e açúcar para a sobremesa. Nisto foi cada um para seu lado dormir a sesta, e no princípio da tarde, com o Tchang, a Bia e o Bei, saímos em direcção à praia. Aproveitando a tal liberdade da mota (motociclo ligeiro mais precisamente, mas fica demasiado comprido) metemo-nos (ou seja, meteram-me, nestas deslocações eu fui sempre passageiro e espectador, já com sorte se soubesse o destino) por uns trilhos entre campos de arroz e planos inundados (acho que para piscicultura), mais longe passando debaixo da baixa abóbada das copas dos mangais, bosques de árvores com raízes impossíveis meio na água. De uma torre ali no meio aproveitámos a vista sobre os campos e o lago por trás, separado do mar apenas por uma estreita faixa de dunas e pinhais. Foi esta que percorremos a seguir, atravessando a pitoresca aldeia que estende ao longo da estrada as suas casas, ora muito simples, ora muito trabalhadas, com portões ladeados de dragões e estuques em motivos florais, para chegar à praia, da qual vos poupo para já a descrição. Brotando nos campos de arroz pelo caminho estão as tumbas dos camponeses, na maioria bastante trabalhadas, como miniaturas com jardizinhos das casas mencionadas acima, ou simples montes achatados retidos por um murete redondo e cobertos de erva selvagem. Ao fim da tarde estávamos de regresso ao albergue, onde o Tuan me veio buscar, mais o Tchang, para o serão e o jantar, de novo com uma combinação desconhecida de amigos deles e duas polacas de passagem. Serão esse que se terminou ao bilhar (o meu comboio era apenas à uma da manhã), antes das tais difíceis despedidas.
Nisto ficam com uma ideia do ambiente no Vietname. Um país onde a vida é fácil, pelo menos parece (as aparências são particularmente importantes lá). Mas um país duro para as articulações, os pulmões, o estômago, os ouvidos, o fígado… E com um sentido moral algo diferente do que conheço. Para dar uma ideia, durante o mês que passei tive a oportunidade (abertamente proposta, como que normal) de começar a fumar, fazer uma tatuagem, começar a beber café, pagar uma « massagem », jogar a dinheiro, ser roubado habilmente, beber até à alegria, dar umas passas de tabaco do Laos, cometer o pecado de gula com os pratos mais variados (sentados no chão de pernas cruzadas, daí o desafio para as articulações), dormir com um rapaz (maior de idade), andar de mota à maluca no nevoeiro, de dar um ataque ao meu monitor de condução… (não digo quais aproveitei, passo as propostas de casamento). Reparem na ausência de drogas, cujo tráfico e uso é severamente punido.
Esta última da mota merece uma digressão. Para dar uma ideia, há sete milhões de motocicletas para dez milhões de habitantes na cidade de Ho Chi Minh, e cada qual parece reger-se pelo próprio código da estrada. Uma regra nomeadamente, que parece partilhada por todos os condutores, poderá chamar-se « prioridade da esquerda » e proponho a seguinte formulação: « O condutor de veiculo de duas rodas que pretenda mudar de direcção à esquerda, chegando a um entroncamento ou cruzamento, pode entrar no mesmo sem ceder passagem desde que o faça pela faixa mais à esquerda da faixa de rodagem onde vai entrar, se possível a berma. Para tal, terá eventualmente que passar para a esquerda da faixa de rodagem em que circula, recomendando-se para tal a devida antecedência, nomeadamente no caso de vias de sentidos de circulação separados por placas. Uma vez efectuada a mudança de direcção o condutor deverá voltar às vias do seu sentido de circulação, com cautela quanto baste. » Este seria o primeiro artigo de um capítulo sobre a circulação em contra-mão, para além do qual haveria também que memorizar as regras relativas à circulação alternada em passeios, à permanência na faixa de rodagem, às derrogações ao porte de capacete obrigatório para famílias, aos tempos de tolerância na passagem das luzes de trânsito para vermelho ou verde, à sinalização avançada de intenções para grupos de veículos de duas rodas, ao evitamento de peões atravessando a faixa de rodagem (nunca cedendo passagem), à utilização de sinais sonoros como avisadores de posição… Algumas regras parece-me que mereceriam ser adoptadas na Europa. Por um lado conseguem fluidificar significativamente o trânsito. Por outro lado como requerem mais concentração e menos questionamento sobre quem está certo acabam por desencorajar qualquer troca de imprecações entre condutores. Não ouvi sequer um grito nem uma buzinadela de protesto num mês de visita. Claro que o inconveniente desta regras é a complexidade, que previsivelmente iria fazer cair as taxas de sucesso nas provas teóricas.
E não esquecerei o pecado ao qual se está sempre tentado no Vietname, a preguiça. Como o Vietname é basicamente uma costa, e herdou da colonização francesa um amor pelo « Caphé [sic] », não faltam esplanadas de café, prais, ou montes com vistaonde parar um bocado, trocar umas palavras, beber uns copos… Sejam outros turistas ou amigos locais, sempre que pedi conselho acerca de o que visitar, lá estava sem falta « a praia » ou, à falta dessa, « a ilha ». Lá fui eu portanto, de Sul a Norte e de Norte a Sul (ver o mapa para a ordem cronológica). Tirando as praias nas cidades, rematadas de hotéis e asfalto como em todo o lado, vi algumas bem bonitas. Já falei da praia de Hue. Depois entre Hue e Danang há a melhor vista de comboio do país, de vales verdejantes e selvagens mergulhando nas ondas em horizonte de ilhas. Em Danang acampei com outro grupo aleatório no cume e na praia de uma península montanhosa com vista para as luzes da cidade de noite (quando o nevoeiro levante – ponham a Serra de Sintra à beira de um Pacífico uns bons 5 graus mais quente que o Atlântico e ficam com uma ideia). Perto de Quang Ngay apanhei um barco sobre as águas mais límpidas e calmas que alguma vez vi para a ilha de Ly Son, sem praia mas coberta de bonitos campos entre duas montanhas com vista para o mar (não me digas). De Quy Nhon fui ver duas praias, ao longo de aldeias de pescadores com ar precário, o mar coberto com umas bóias piramidais que devem servir de viveiros. No cimo de um monte numa dessas aldeias deparei-me com as tumbas mais sinistras que tenha visto, 21 pequenos (menos de um metro) montículos de terra nua orientados de leste a oeste com uma pedra aos pés e outra à cabeça, todos com ar igualmente recente, olhando o oceano. Em Nha Trang a minha guia levou-me para um comprido mas estreito pontão de madeira envelhecida na extremidade do qual passámos um bom momento a ver as nuvens a acumular sobre as montanhas da costa mais a Norte e o Sol a baixar a Sul. Por fim de Phan Thiet e Mui Ne, para além das famosas dunas tipo « Sahara », umas brancas outras vermelhas, lembrarei as frotas de pesca, milhares de pequenos barcos pintados de azul, vermelho, branco, amarelo e negro, cada um com as suas bandeiras nacionais, estrelas amarelas em fundo vermelho batendo ao vento.
Pouco disto vi sozinho. Já mencionei os meus amigos de Hue, e os grupos de viajantes ou amigos que se criam e se dissolvem à medida que passam as horas. Não cheguei a falar do Hai e do Hoi, que me acolheram sucessivamente à chegada a Saigon (nome original da cidade de Ho Chi Minh, ainda usado para designar o centro da aglomeração), e me ajudaram a planear a viagem. Na verdade o Hoi foi de tal modo acolhedor que me obrigou a refazer os planos todos para regressar a Ho Chi Minh para o casamento dele. Passo ao inglês para detalhar e agradecimentos… Mais tarde em francês também hei de contar a estadia em Cambodia, da qual não cheguei a falar. Apenas visitei Siem Reap e os seus templos de Angkor na selva e a capital Phnom Penh, com os seus vestígios do regime de Pol Pot.
The travels around Vietnam would definitely not have been the same without the amazing friends I have made there, always up to some good time. This country stretched between the mountains and the beaches on the Pacific doesn’t incite to look at the darker sides of life. And death doesn’t look that terrible either, if you’re to rest in one of the uncountable fancy graves scattered in the fields and the forests all accross the country (or a few colourful graveyards). Take it easy, keep calm and smile. Ones who are applying that philosophy enthusiastically are the « new » generation (would we call it « gen Y »? That one just before the « Millenials »), travelling up and down the country on their motorbikes every once in a while or packing their tents for a barbecue evening and camping night on the mounts outside their city. If someone is taking the same route, let us join forces and enjoy together!
Luck (and couchsurfing) had come back on my path to introduce me to such a company right upon my arrival in Saigon, where I met Hai (using an alias, as usual) on the first morning, my guide for the first steps along the river, at the « 3A Station », an alternative cultural space developped from former warehouses now covered in street art and covering a few art galleries and shops, in the city centre, its post and cathedral in French style, its independence palace in communist style and its market in utilitary style. We had no time for more so I couldn’t yet foresee what was to come.
In the afternoon I joined Hoi, my host fort the next few days. Hoi was in the generation above, which proportionated a different experience than those who followed. Less motorbike rides to unknown destinations, more delicious dishes at his mother-in-law place (followed by drinking evenings with his brother-in-law and friends) and a participation to his wedding by the end of my stay… He had me trying the most various dishes, from dried octopus to pork ear and mushrooms cake (with pickled onions), going through entire crabs, sea snails or fire roasted birds, citing only the more unusual. I just escaped the dog meat and non-hatched chicks. When not at a table or a cloth on the floor around some food and drinks we visited a buddhist temple, well aligned with the « bright side of life » philosophy. The three stories were connected by a baroque stairwell imitating a rocky cave. This gave access to wide halls, half open to the outside air, decorated with dragons and lotus flowers flooded in light from white or colourful, sometimes flashing, LEDs. A variety of golden, bright white or colourful statues of Buddha, it’s disciples and grimacing demons surrounded the worshippers gathered in front of the main altars, pyramids profusely furnished with offerings of flowers, fruits and golden artefacts around the buddha sitting on the top, a halo of LED behind his head.
I found the same taste for splendour at Hoi’s wedding. This was by the end of the stay (another ~1700km detour), but let me anticipate. I came back to Saigon on a Friday, a couple of hours before Hoi’s family, who arrived from their fishing village in the North of the country with a few full boxes of frozen fish and meat. That abundantly provided for the three days of their visit. They don’t often travel to Saigon, so there was some more to celebrate than the wedding, but I will skip the detail of all the menus during the period.
The wedding itself was on Sunday, and everyone dressed nicely for the occasion, the groom and his six best men (of which I was) in black pants, white shirt and black tie (Hoi provided those for me). In the morning took place the relatively intimate wedding ceremony. An arch of red fabric and flowers had been installed in front of the doors of both fiancés (some 200 meters apart through narrow streets) to signal the event. The groom’s retinue gathered in and out of his living-room opened on this arch (living-rooms usually open on the street in Vietnam), furnished for the occasion with a long table and an altar, both covered in white tablecloths, behind which the names if the fiancés where hung together with luck chinese characters and a few hearts, in red and sequins to another white curtain. Once the photographers arrived the action started. Some photos of the groom and family first. Then the ceremonial gifts, round trays of fruits, candies and a roasted duck on rice covered in red velvet were handed by the groom’s mother to each of the best men under the cameras, and with this we were ready to leave… Which we didn’t, to my surprise, instead putting the trays back on the table for a last round of photos. This was unfortunate for me since, when taking the trays back, I picked the fruits one, significantly heavier than the others, thus had some trouble keeping the posture and the dignity during the walk to the bride’s house. Once there we lined up in front of the six bridesmaids for a ceremonious (under the cameras) handing of the gifts, mine causing a slight breaking of the symmetry. The transfer was complexified by the exchange, with the third hand, of the red envelopes containing money for good luck. This being done and the gifts taken inside (what happened to the duck, I wonder), we sat at the tables outside while the couple’s close families took place face to face at a rectangular table in the living-room, decorated similarly to the groom’s. I was sitting right in front of the entrance, so I could see what happened next, except for what was hidden by the photographers’ backs. Both sides were first introduced to each other by the family leader. Then came the bride in her red, gold embroided, dress who, like the groom after her, served rice wine to her new family, in a little cup that went from hand to hand. After this came the exchange of rings and the families presented the wife with gold presents (necklace, diadema). Once all was over, the spouses stepped into a fancy white car (remember almost nobody uses car here, motorbikes are more affordable for everyday journeys), while we hopped on a small bus for a little ride. Upon arrival it took me a moment to realise we had circled back to the grooms house, were we sat in a similar setup. This time my attention was distracted by Hoi’s brother, who quite nicely chatted with me as much as his English allowed, but I suspect inside the action was not much different than what preceeded.
With this act one was over, and we quitted our ties (some even changed shirt) for act two, taking place at « The Chateau ». The name says it all: a wedding restaurant of pharaonic proportions compared to the small buildings around, with their narrow facades on the maze of streets. I noticed a few more of these neo-classical looking giants during my stay, white façades adorned with doric columns over the red carpet of the entrance stairway, where waiters/guards in white uniforms and golden epaulettes and maidens in long white robes welcomed us. The inside was well fitted to the exterior, a vast hall surrounded by bronze sculptures of musicians, moulded plasters on the ceiling and column tops, except for the furniture, a sort of good luck tree with hundreds of those red envelopes hanging and a « love cave », covered in pink sequins and decorated with hearts, with a fairly unexpected dragon top opening his mouth at waist hight (to drop money, I guess) in the middle. From here we took the (golden) elevators to the second floor hall, furnished with a brilliant baroque red and pink heart on a central table and a welcome table displaying some romantic photos of the fiancés taken a few days ago around the guestbook. Another row of white and gold nutcrackers and swans manned the hall, very much like the stage of a Tchaikovsky ballet. This hall opened on the banquet hall, which looked a bit more familiar to me except for the plant-like plasters on the roof, the fancy chandeliers and the giant screen over a stage at the back of the room, which featured the usual white wedding cake on one side, and a more curious pyramid of wine glasses on the other. After a short wait we sat at the tables, me ending up at the kids table with Hoi’s brother and a few other teenagers I had spoken with (their school English being fresher than that of their elders the communication is easier). I’m pretty sure, from what Hoi had told me the day before, that it was not my assigned place, but nobody came yelling to put things right (plans are often merely indicative in Vietnam) and I, knowing the drinking customs of the country (drinking alone is not allowed, everyone toasts each time one raises his glass) and my own limits (explored in the previous days without accident so far), also didn’t speak out against the irregularity. Once all invitees were seated, the spouses, who had been welcoming everyone at the now closed doors, vanished and the show started. Literally a dance show, introduced by a blockbuster-like generic on the screen and corresponding accords and a presenter in white suit. Three guys in violet and yellow dress and fans opened the dance, followed by three matching ladies, on viennese waltz style music. Try to picture it all, I was delighted with the mix of styles. The most impressive was to come, as the presenter resumed his speech to announce the Arrival of the Groom and the Bride. The screen lighted with the live broadcast of the arrival of their white car in front of the stairs, out of which a bunch of colourful balloons bursted instead of the couple. Only then, very much like Oscar ceremony stars, we saw them in the following limousine, toasting with Champagne cups before stepping out on the red carpet where the groom first released another bunch of, this time all white, balloons presented by a maiden. Then, seeming to escape the cameras as fleeing from paparazzis, they climbed the stairs between the two rows of white guards, respectively white maidens, crossed the hall, climbed to the second floor and presently entered the banquet hall (still alive with flamboyant classical music) having been joined by their close families and two little girls holding the bride’s veil. Once on the stage, lighted by two firework fountains and moving spots, they started pouring what I thought to be wine in the glass at the top of the pyramid of glasses. Whatever it was, not wine, it produced a thick heavy fog that poured over the pyramid levels to the floor (liquid nitrogen, I thought, but I got to know that a similar effect can be obtained just with carbon dioxide diluted at hight pressure in cold water). Then the couple moved to the cake and tried to light something with a lighter but either it was very small or it didn’t work, as we didn’t see anything happen. Lastly, before seating back down at their table, they served wine to their families as in the morning. With this the meal could start, which it didn’t do before a last twist. Again announced by the presenter, eight chefs with their hat and tureen militarily entered the room and aligned on each side of the central carpet before coordinatedly turning towards both sides of the room while a cloud of waiters of waitresses entered behind them started serving every table (from their own plate, the eight first ones went back out unopened). From then on the banquet quitted the viennese ball/blockbuster/Oscar ceremony style to resemble other banquets I’ve been at, except that a good part of the food was cooked right on the tables on a small stove, most honourably matching the presentation (namely possibly the best shrimp I’ve ever had). Also honourable was my state at the end of the festivities (after only about two hours), despite having being drawn from « that boring table » to a more active one (not before responding to the toasts of a couple of itinerant toasters, including of course Hoi and Ni).
The story of this day wouldn’t be complete without the expedition to the city centre at night with Hoi’s family on two fancy hired cars, where we spend a while on the brightly lighted walking avenue in front of the XIXth century French style City Hall. We then had to wait a good hour for another car to drive us back to Hoi’s place, where we found his brother-in-law and a couple of friends trying to force the couple’s bedroom door open. Hoi had left the keys in before locking the knob from the inside. This last peripecy ended after a small hour with a hammer hit on the half unjointed knob, proving the poor reliability of vietnamese locks.
Back in time to the travels between my two stays in Saigon and to the younger generation… After having first met Hoi for a few days, I had left to Hue, through Phan Thiet/Mui Ne (famous dunes and habile thieves) and Quy Nhon (where I had again a taste of Vietnamese hospitality in the persons of Nia, met in a city bus who invited me for a tea, and Cuan, who offered me a lift to a not-so-nearby beach I was trying to walk to). In Hue I first met Tuan, who picked me up at the train station (at about five in the morning!) to take me to a homestay he had recommended me to (instead of couchsurfing at his place which he was wary to show) before leaving for work. There I met the first random friends group (remember? « join forces and enjoy together ») of the stay. A bunch of vietnamese travellers and some Hue locals waking up from their mattresses spread in the large room that constituted the homestay. By the time I had showered everyone was ready for breakfast (early birds, all of them), most naturally all together, me included. I got paired on a motorbike with Tchang, who fairly later appeared to be from Hue and was at the core of a few more random groups in the following days. I can’t really thank him enough for his friendly attention. After breakfast on a street restaurant (sitting on baby chairs at low tables) we went for breakfast in a nearby esplanade, completing the noodles soup with a delicious sticky rice with sweet peanuts topping. Then, before lunch, we visitted an ancient pagoda near the river, surrounded by nice gardens of complicated pine trees and rocky fountains, already such a good group of friends that we got lightly reprimanded for disrespectul conduct at some point. After lunch, for which we met Tuan, we sat at a café terasse for a couple of hours, me essentially watching the group changing as ones had to come back home and others arrived from some far away place. I’ll skip the afternoon, at an ice cream shop after a nap and some motorbike ridding.
This first day is fairly representative of the next ones in Hue and in other cities where I got introduced by these first friends: meeting with one or a couple of know friends, waiting for another few unknown friends to be, drive around, have some food or drink around a conversation, and if there is time go for a bit of sightseeing. Exceptionally a single cicerone would take charge of me, in which case I could expect a bit more of sightseeing but never less food. This was the case for my second day in Hue, when Tin drove me around to one of the Royal Tombs of the Nguyen dinasty, a Unesco Heritage monument from the 1930ies built on the model of a European palace, with a few pavilions over three levels of terasses, and to an abandoned water park somewhat romantic, with it’s rusting structures among the wild trees watching the still waters. From Hue I travelled to Danang (very nice train landscapes) where I was introduced by Tuan to Noi, who provided for a couple of camping nights with some of his friends. On the first, at the top of the foggy Son Tra mountain overseeing the city (in the rare moments when the clouds lifted), we were joined by a group of high school students at the end of our barbecue. On the second, on the beach where I was the only one willing to take a bath, Dia (whom I had met in Hue during that first day) joined, together with another couple of people. By then I was also trying to arrange a meeting with Trang (also met on the first day), who was insisting by SMS that he wanted to give me a lift back to Hue (« Thanks, I already bought my train ticket though. -But I want to take you to Hue on my motorbike! »). After a bit of difficult translations and approcimative SMSs we joined him on the bext morning for coffee, which ended up to be the beginning of an incredible day when we drove up and around the Son Tra mountain in a thick fog to enjoy the… [ride|company|rain|fresh air, pick the right answer(s), not the view, in any case]. We were joined by another group of riders with whom we finished the trip under a light but insistent rain that had us wet to the bones but smiling widely. By lunch time I had almost forgotten about my train ticket and was ready to drive with Trang, who had prooved an emerit motorbiker, all the way to Hanoi if it pleased him. Unfortunately he got a call from his employer and had to come back to his home town, Quang Ngay, leaving me at the train station.
I was comming back to Hue for a couple of days, eager to enjoy more of the nice company and a barbecue/camping night that was scheduled on Friday. The later had to be cancelled because of the bad weather, but there was no shortage of alternative plans. I namely spent one afternoon at a Karaoke bar with Tchang and a few of his friends (meaning we were the six of us in a room lighted like a disco with two microphones and some drinks). I sung listened to Vietnamese songs, and made some attempts to sing the few English songs available, but I’m not « Directioner », nor « Belieber », enough that I can reproduce their songs over just rhythmic instrumental background. After that Tuan took me to a pool bar where I performed significantly better, with or against a couple of other customers, namely Tin. As I finally resolved to leave it was Hong’s, the incredibly kind (despite his not speaking English) owner of the homestay, turn to introduce me to Tracy, in Nha Trang, and arrange a homestay there. She had a friend picking me up at the station and do some sightseeing with a group of her friends (another random group) on my first day. On the second day she took me to her parent’s town, afew kilometers North, and further to enjoy the view of the ocean from a long precarious wooden pier before coming back for my last evening (already!). We went play footbal on the university grounds with a new group. It did feel well to run for a while after months of walking, hiking or climbing, occasionally with my backpack. Should do more often… The last place I visitted before a last stop in Hue (couldn’t resist) and my train out of Vietnam to Nanning (on the last day of my visa) was Quang Ngay, Trang’s town, from where he took me to Ly Son island. There we spent one day driving around the mounts and the fields in the middle of the crystalline waters of the Pacific.
With this exit I’m almost done writing about Vietnam, except for a few details I kept for the French. If you remember, the last post was from Thailand, just before leaving to Cambodia. There I only visited Siem Reap, that is the neighbouring ancient temples hidden in the jungle, and the capital Phnom Penh with a few memorials of the Pol Pot regime. This, as well, I’ll tell in the next part.
Reprenons au début… Parti de Bangkok le 29 Janvier pour Siem Reap, au Cambodge, j’y arrive lundi 30, avec la bonne et inattendue surprise d’un transfert gratuit en tuk-tuk pour mon hostel. Moi qui depuis le Laos était convaincu que tout se paye… C’est l’occasion pour le chauffeur de se faire connaître et de me proposer de me conduire aux temples le lendemain, à quelques 7km du centre-ville pour le plus proche. Je finis par accepter, ne serait-ce que pour faire tourner l’économie locale. Le lendemain j’attends donc mon tuk-tuk à l’heure (matinale) convenue… Qui ne vient pas. Il aura trouvé un pigeon plus gras, tant mieux pour lui, mais ça m’a laissé un regard un peu moins amical pour les autres chauffeurs qui dans ce pays vous apostrophent à tous les coins de rue avec ce qu’ils peuvent d’anglais. Ma déconvenue avalée, je trouve un vélo (« de montagne », c’est à dire avec six vitesses fonctionnelles sur huit, un amortisseur chuintant et des pneus valables, bien m’en prit) en location pour prendre la clef des champs. Je tombe par hasard sur le poste de vente de billets pour les temples, quelques kilomètres au Sud de l’enceinte proprement dite. C’est le 31 Janvier, mon jour de chance: au 1er Février, les prix vont presque doubler. À 20$ l’entrée journalière, ce n’est pas une économie négligeable. Cela relativise le prix du forfait 3 jours, encore à seulement 40$, ce qui me convainc de le prendre pour être moins pressé (sachant que l’on paye 2$ un repas et 4$ la nuit dans ce pays, le tarif semble exorbitant – vive l’Unesco). Là-dessus je me mets en route pour la visite des temples.
Les temples, ce sont les temples et la cité d’Angkor, que j’entame par l’Angkor Wat, dont la silhouette des cinq dômes centraux vous serait familière si j’avais une image. Ils figurent sur le drapeau du pays, c’est dire s’ils sont emblématiques. L’Angkor Wat est aussi la plus vaste enceinte religieuse au monde, le large fossé inondé qui l’entoure délimitant un carré d’un kilomètre et demi de côté environ, en bonne partie regagné par la forêt. On y accède par un pont dont l’entrée est gardée par un Naja, serpent à sept têtes, de chaque côté, menant au mur d’enceinte percé d’un pavillon d’entrée. Celui-ci, comme les suivants, est un bâtiment assez massif en pierre nue ou couverte de bas-reliefs de stuc noirci, percé de quelques fenêtres et surmonté de trois premiers cheddis en fleur de lotus (le nom de ces dômes allongés hérissés de sortes d’écailles dont j’avais rencontré des imitations à Sukhothai, en Thailande). Il ouvre sur une longue passerelle en pierre également défendue par deux Najas dont les corps interminables forment la rambarde, aboutissant à une volée d’escaliers montant vers la première enceinte du temple proprement dit. Celle-ci est entourée d’une galerie aux murs couverts d’armées en bas-relief et abrite la première cour, carré de gazon dans lequel se dressent quatre pavillons, un à chaque coin, et la deuxième enceinte au centre. On monte par là dans la deuxième cour, sorte d’assemblage de bassins en pierre traversés de passerelles partiellement couvertes et entourés aussi d’une galerie surmontée de quelques huit cheddis. Quelques autels aux bouddhas dorés s’y trouvent, gardés par un ou deux moines donnant des bénédictions. Puis, une fois traversées les colonnades travaillées de cette deuxième cour, on monte une dernière volée de marches ouvrant sur la troisième cour, pavée celle-ci, entourant le saint des saints, pyramide qui élève haut au-dessus ses cinq cheddis emblématiques. Quatre heures d’attente à partir de ce point pour accéder à la vue depuis là-haut. Histoire de profiter de la journée j’ai renoncé à ces dernières marches au profit d’une ballade sur les sentiers déserts dans la forêt à l’arrière du temple, le long des murailles extérieures qui complètent la défense fournie par les douves. En particulier, j’ai retrouvé les singes de Lopburi (singe à longue queue), gardés cette fois prudemment à distance, hantant le petit pavillon d’entrée Sud.
Je vous rassure tout de suite, je ne vais pas vous infliger le récit aussi détaillé des visites de la dizaine d’autres temples pendant les trois jours accordés par mon forfait. Ni essayer de vous introduire la mythologie et croyances évoqués par ces temples, construits initialement sous l’influence de l’Hindouisme avant d’être partiellement convertis à un Bouddhisme qui a gardé quelques symboles de son prédécesseur (les Najas notamment, ces serpents à sept têtes que l’on voit non seulement défendre les temples mais aussi abriter sous leurs sept têtes des Bouddhas en méditation). J’avoue m’être tout à fait perdu dans les explications fournies ça et là. Quant un panneau m’assène que le Bayon figure le mont Mandara qui a été retourné sur le dos de la grande tortue par les Deva et les Asura sous l’instruction de Vishnou pour servir d’axe au barattage de la mer de lait j’ai du mal à me faire une image (à vrai dire sur ce point j’ai cherché quand même des éclaircissements, que je vous laisse aller trouver, pour le reste je me souhaite un dictionnaire de la mythologie et religions du Sud-Est asiatique). Parlons-en tout de même, de ce Bayon. Il est situé au centre de l’Angkor Thom (le grand Angkor), la cité des rois, à quelques deux kilomètres au Nord de Angkor Wat, défendue par des douves et un haut talus abrupt sur ses 12km de périmètre (que j’ai parcourus à vélo le premier jour – encore un chemin tranquille, sauf pour les chiens qui vous poursuivent très occasionnellement). Les ponts d’accès à la Cité (un à chaque point cardinal, et un supplémentaire à l’Est, en face du Palais Royal pour les défilés de victoire), sont ici aussi encadrés par une paire de Najas, au corps desquels est agrippée une rangée de silhouettes grimaçantes, sauf lorsque leur visage a été resculpté en un pacifique visage de Bouddha, tirant férocement, histoire d’entraîner l’axe central lors du barattage de la Mer de Lait (vous voyez pourquoi j’ai choisi d’éclaircir ce point). Chaque pont donne sur une porte d’entrée, surmontée d’une tourelle sculptée de quatre visages au « sourire mystérieux ». Ceux-ci sont un prélude au Bayon, un bon kilomètre plus loin. Ce temple relativement petit est hérissé d’une trentaine de cheddis, cinq au centre, les autres aux coins et au milieu de ses enceintes étagées, emboitées les unes dans les autres. Chacun porte ses quatre visages observant la jungle aux quatre point cardinaux, cent regards posés sur ceux qui approchent…
Enfin il faut citer le temple Ta Promh, qui a servi au tournage d’un film célèbre, le « temple de la jungle » par excellence, envahi de tetramèles dont le bois tendre s’immisce dans les moindres fissures entre les pierres pour les élargir et donner l’impression que le tronc a coulé des hautes cîmes sur ces vénérables autels.
Celui-ci, je l’ai découvert avec Marina (nom d’emprunt), norvégio-vietnamienne rencontrée à l’hostel qui m’a convaincu d’utiliser mon deuxième jour pour une matinée de visite des temples en tuk-tuk, en commençant par le lever du soleil à Angkor Wat. C’est elle aussi qui m’a donné les premiers conseils pour mon voyage au Vietnam, comme on l’a vu de très bons conseils. Partageant également le dortoir avec nous, il y avait Marc, français… ne parlant pratiquement pas un mot d’anglais (Il a arrêté ses études au brevet pour travailler en indépendant, et à ce jour se porte bien, merci). Si si, c’est possible (se balader en Asie du Sud-Est sans anglais). Il faut quand même ne douter de rien pour prendre un avion pour Bangkok sur un coup de tête, s’installer une première nuit sur les bancs du terminal de bus et prendre un bus pour le Cambodge le jour suivant. Je dis bien « le Cambodge », parce que la destination finale n’était pas particulièrement visée: il ignorait l’existence des temples d’Angkor et, vu le prix de l’entrée, s’est passé de leur visite. Au lieu de quoi j’ai fait un pause entre deux jours de visite des temples et nous sommes partis pour le lac Tonle Sap, à quelques 30km sur des chemins de terre rouge à travers les villages de planches et de tôle, les rizières dorées et les pâturages secs peuplés d’éparses vaches blanches et de palmiers. Les derniers kilomètres, c’est sur une grande digue de terre blanche surplombant les champs que nous les avons parcourus, le vent soufflant heureusement la poussière des voitures au loin. Tout ça pour arriver dans un îlot de broussailles entourant un parking où nous avons été arrêtés par agent réclamant, au nom des villageois du « village flottant » plus loin, 5$ par personne de frais d’entrée, 20$ pour louer un bateau qui nous amènerait sur le lac lui-même. J’ai eu ma dose de frais d’entrée au moindre point de vue ou cascade au Laos, et ne suis pas sûr que ce soit une pratique très intéressante sur le long terme vu qu’elle encourage une dépendance au tourisme. Marc quant à lui se souciait peu de la vue et plus de son budget. Nous sommes donc repartis sans avoir vu l’ombre d’un lac, nous contentant de nos interminables discussions. Interminables en effet, elles se sont prolongées le long du week-end après que j’aie terminé la visite des temples pendant que je préparais sans hâte mon départ pour Phnom Penh – j’avais déjà mon visa pour le Vietnam, valable à partir du Vendredi suivant.
La fin de mes visites aux temples… Je vous ai laissés en suspens sur un « lever du soleil sur Angkor Wat » plus haut… Ceci parce que le ciel était nuageux, ce qui nous a permis de profiter de la silhouette noire des cinq cheddis sur des fonds du noir au blanc (la tradition touristique veut que la photo se fasse d’Ouest en Est, la silhouette sur le ciel rouge, jamais en sens inverse) sans plus. Tout juste avons-nous pu profiter de la vue des nénuphars en fleur sortant lentement de l’ombre remplacée par la douce lumière de l’aube sur l’étang autour duquel les touristes se massent chaque matin (je n’ai jamais vu une telle foule d’aussi bon matin!). En revanche, revenu dans l’enceinte une dernière fois à la fin de ma troisième journée, j’ai eu la chance d’assister à un superbe spectacle d’adieu. Le soleil dorant le ciel et les voiles nuageux derrière le pavillon d’entrée teintait les vielles pierres du temple dans mon dos et les palmiers alentour d’un rouge braise, tout en soulignant leurs traits dans cette lumière particulière qui précède le crépuscule. Indescriptible.
Sur ce dernier coup d’oeil, je me suis préparé au départ pour Phnom Penh, capitale du Cambodge, où il n’y a pas beaucoup à voir. Si ce n’est les vestiges du régime des Khmers Rouges, donnant une teinte macabre, sinon menaçante, aux apostrophes des conducteurs de tuk-tuk, omniprésents ici comme ailleurs… « Good morning Sir… How are you Sir? Would you like to go to prison S21 Sir? Killing fields today Sir? ». Pour ma part j’en suis resté à la prison S21, déjà assez impressionnante, ne serait-ce que parce qu’elle a été installée dans une école, dont les agrès de la cour ont été recyclés en instruments de torture. Les cellules vides ont un peu perdu leurs démons avec les touristes qui les parcourent et les guides qui déroulent leurs présentations. En revanche le regards des plus de 10’000 détenus exécutés là ou passés par là une fois que les champs de la mort ont été mis en activité a gardé sa troublante assurance. Voire des airs de défi, chez les adultes comme chez les enfants, un courage probablement aidé par l’ignorance des jours à venir, mais tout de même frappant. Vient enfin l’exposition sur le jugement des dirigeants du régime… Pour rappel, Pol Pot a pris le pouvoir en 1975 et a été renversé par des troupes vietnamiennes en 1979. Sur ce, les Khmers Rouges en exil ont continué à représenter le Cambodge aux Nations Unies jusque 14 ans plus tard (dans un contexte de Guerre Froide et de guerilla sur le territoire). Ceci entre autres sur la foi des témoignages extrêmement favorables de sympathisants communistes suédois qui avaient eu l’occasion de visiter le pays et n’y avaient vu que des sourires dans des champs et des usines tournant à merveille. Il faut attendre 2003 (Pol Pot étant décédé en 1998) pour que soient instituées les Chambres Extraordinaires dans les Cours du Cambodge, tribunal international chargé de statuer sur les actes commis sous le régime (Pol Pot avait été condamné à mort par contumace par un tribunal révolutionnaire, mais les délibérations avaient sans doute été expéditives). Les temps d’instruire l’affaire, les cinq (l’exposition n’en mentionnait que quatre, ceux du « cas 002 ») principaux dirigeants et responsables présumés ont été arrêtés en 2007. Viennent les audiences… Ieng Thirith est déclarée inapte à assister à son procès pour raisons de santé (Alzheimer) et est relâchée en 2011. Ieng Sary décède en 2013, se libérant de toute inquiétude. Enfin Nuon Chea et Khieu Samphan sont convaincus en 2014 de crimes contre l’humanité et autres charges. Reste à attendre le résultat du recours en appel…
Là-dessus arrive le premier jour de validité de mon visa pour le Vietnam, le 10 Février. J’embarque sur un bus, direction Ho Chi Minh ville, que les habitants appellent encore, pour la partie centrale de l’agglomération du moins, Saigon. À l’approche de la frontière, c’est un défilé peu commun de travailleurs frontaliers que nous croisons. Par centaines dans des cars, des camions et un fleuve de scooters. Le ton est donné, on se déplace ici en deux-roues ou en transports en commun, exceptionnellement seulement en voiture. C’est un paysage curieux que ces fleuves de casques (port obligatoire généralement respecté), coulant autour des rochers que sont les bus et camions, sous les immenses arbres au haut fût qui forment des voûtes majestueuses au-dessus des rues de Saigon. Fleuves que n’endiguent ni les trottoirs, ni tout à fait les feux rouges, mais seulement les barrières de passage à niveau. Ce ne doit pas être un métier plaisant que d’être garde-barrière dans ce pays, pousser la barrière après le passage du train pour rouvrir un passage au déferlement vrombissant d’impatience. J’ai pu apprécier de près ce spectacle grâce à Hoi, qui m’a accueilli à Saigon et s’est fait un devoir de me conduire au centre-ville en route vers son travail, à l’heure de pointe. Pour le reste il m’a également fait l’honneur de nombreux et copieux repas chez sa belle-famille et jusqu’à celui de son mariage, pour lequel j’ai fait le détour de revenir en ville début Mars.
C’est pendant mon séjour chez lui que j’ai visité les « tunnels de Cu Chi ». Impressionnant héritage de la guerre du Vietnam, ces 200km de galeries creusées à la main sous les villages et la forêt de la zone ont permis au Viet Cong de tenir en échec les troupes américaines, à quelques dizaines de kilomètres seulement de leur quartier général, malgré aux bombardements intenses tentés pour les déloger. La journée sous terre pour creuser de nouvelles galeries, la nuit dans les champs pour récupérer les débris de bombes et explosifs non détonnés pour les retourner contre l’adversaire et cultiver de quoi nourrir les troupes. Pièges de chasse traditionnels hérissés de pointes en bambou, sorties inondées vers le fleuve Saigon voisin, galeries sur trois étages jusqu’à 10m de profondeur, rien n’a été négligé pour empêcher la prise des tunnels et protéger ceux qui y habitaient. Y compris, astuce suprême, faire les trappes d’accès tout juste assez grandes pour la maigre stature des combattants, mais largement pas pour le soldat moyen avec son barda. Avec ça le principal ennemi des guérilleros était plutôt la malaria que l’armée adverse, et elle en a décimé bon nombre. Mais cela, l’exposition sur place ne le mentionne pas, je l’ai appris par ailleurs.
De Saigon j’ai encore visité la Cathédrale Notre-Dame, la poste et la façade de l’hôtel de ville, dans le plus pur style provincial français, et les rues du centre-ville. Puis j’ai poursuivi mon voyage vers le Nord, avec un premier arrêt à Mui Ne, célèbre pour ses dunes. J’y ai eu affaire à deux Arsène Lupin des sables dont l’habileté et la politesse mérite un petit hommage. Parti sur les dunes pour un peu de « luge des sables » (simple plaque de plastique flexible sur laquelle on peut glisser le long des pentes les plus abruptes), j’ai été abordé par le premier de ces jeunes hommes, offrant de me montrer comment s’y prendre pour ne pas s’ensabler au départ. Je pensais bien qu’il y aurait un prix à payer, mais ne voyant pas de menace immédiate je n’ai pas pris la fuite. Arsène m’installe donc sur ma luge, assis comme il faut, un peu de sable à l’avant pour lester le tout, et voilà ma première glissade accomplie avec succès. Arrive le deuxième laron pour aider (à ce stade je sais qu’il y a anguille sous roche, mais – et c’est la première lupinesquerie – les deux dégagent une telle aura d’honnêteté que je ne tiens pas compte des avertissements de mon cortex, au point de laisser mon sac en haut de la dune avec eux) et on me propose une deuxième glissade, couché sur le ventre, en utilisant une deuxième luge, prêtée gracieusement. Pourquoi pas, je m’exécute et un instant plus tard me voilà au bas de la pente (avec le sourire, gamin va). Jusqu’ici pas d’incidents, mais mon cortex s’époumone tellement que je décide de n’accepter plus qu’une dernière glissade, après laquelle je pars ma luge sous le bras sans me retourner. Sur ce j’entends les deux compères me rappeler. Je me retourne, m’attendant à une facture. Que nenni, ils me signalent que mon portefeuille a glissé de ma poche et gît à mi-pente. Arsène va jusqu’à descendre à ma rencontre pour me le tendre. Je le reprends avec force remerciements, serre chaleureusement la main du jeune qui me met en garde contre d’autres égarements dans le genre et je repars en me disant qu’on a bien tort de dire que le Vietnam n’est peuplé que de scammeurs. Ce n’est que le matin suivant (!) que je m’aperçois de la deuxième lupinesquerie. Il manque dans mon portefeuille un billet, un seul, le plus gros bien sûr (500’000VNB, environ 20€). Je n’aurais pas compté mon solde la veille, ou auraient-ils pris les deux billets suivants (2*200’000VNB), que je n’aurais rien soupçonné. Ces mains habiles ont réussi à sortir le porte-monnaie de la poche, plutôt serrée, alors que j’étais sur mes gardes, et à endormir ma méfiance entre la deuxième et la troisième descente, le temps de choisir leur butin… C’est tout de même la troisième lupinesquerie qui force mon admiration. Quelle obligation avaient-ils non seulement de me rappeler mais de me rendre le porte-feuille en mains propres, courant le risque que j’en vérifie le contenu? On ne peut pas facilement s’enfuir en courant sur du sable, encore moins au bas d’un dune, et les touristes ne manquaient pas, juste assez loin pour ne pas s’intéresser à leur audacieuse manoeuvre. « Cette leçon vaut bien un fromage [20€] sans doute ». Beaucoup plus contrariant a été le lâche vol de mon chapeau, que j’avais laissé dans la tente du camping où je logeais pendant cette journée. On vole n’importe quoi dans ce pays.
Cela dit, après ce deuxième contact un peu rugueux, je me suis assez vite retrouvé à Hue, dans la meilleure des compagnies, comme je l’ai déjà raconté en anglais. Incroyables journées avec des groupes changeants, parcourant la ville et ses environs à l’arrière d’un scooter conduit de main amie (Tuan, qui m’a cueilli à la gare à 5h du mat à mon arrivée, ou Tchang le plus souvent) ou à la table d’un restaurant ou d’une terrasse de café. Ces mêmes amis m’ont introduit d’autres amis (tant est soudée la communauté des voyageurs dans ce pays qui se prête si bien aux voyages en scooter, du Sud au nord et du Nord au Sud) à Da Nang, Nha Trang et Quang Ngay, que j’ai visités par la suite, avant de quitter à regret (mon visa arrivant à échéance) le pays pour la Chine, où je suis maintenant depuis deux semaines. Le récit de ces dernières sera pour une autre fois, sans cela il faudrait ensuite que j’ajoute le récit des premiers jours au Kazakhstan où je serais arrivé entretemps…

2 réflexions sur « A difícil despedida à Ásia do Sul-Este »

  1. Alteração 31.03.2017: Substituida a pipa pelo mais lusitano cachimbo, com as minhas desculpas e agradecimentos ao leitor atento que se indignou (em PS) com a ocorrência.

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